Artigos

Sobre a comparação entre os direitos dos animais e outras questões de justiça social

De uma forma geral, acho que devemos ter cuidado ao estabelecer paralelismos entre a causa animal e outras lutas sociais (humanas). Não percamos de vista as diferenças relevantes. Ao perdê-las de vista podemos ficar cegos e pensar que se pode aplicar exactamente as mesmas tácticas ou estilo de comunicação, quando outras, melhores, poderiam ser usadas.

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O que o veganismo pode aprender com o “sem glúten”

O movimento vegano pode aprender algo do “movimento” sem glúten (gluten-free) (que obviamente não é um movimento, mas falta a palavra correcta). Percebi isto quando li uma publicação de uma mulher no Facebook. Ela escrevia que o sem glúten era uma questão de vida ou de morte para ela (pois sofria de doença celíaca e podia ter graves consequências apenas com uma grama de glúten), enquanto que há um conjunto de pessoas que “finge” precisar de uma alimentação sem glúten. Isto torna difícil para ela explicar, por exemplo, a empregados de restaurantes, que necessita que eles levem a sério o seu pedido especial (talvez porque a última pessoa “sem glúten” que apareceu não se importou com um bocadinho disto ou daquilo no prato – soa familiar?). Ela escreveu que, no entanto, é graças a esses falsos intolerantes ao glúten que pode agora escolher de entre uma variedade de produtos alimentares, quer em lojas, quer em restaurantes – produtos que há um par de anos simplesmente não existiam.

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Como é ser um omnívoro? (sobre os aplausos à tendência auto-confirmatória)

Nós acreditamos que sendo veganos, estamos a fazer uma coisa boa. Gostaríamos que os outros fizessem a mesma coisa boa. Mas não podemos forçar os outros a imitarem-nos. Nesta altura, não há forma de tornar ilegal o consumo de artigos de origem animal, e mesmo que o presidente ou ditador de algum país abolisse o consumo de animais, o tempo ainda não é próprio para isso e em breve essa lei seria revertida. Portanto uma das coisas que precisamos de fazer (para além de criar alternativas!) é mudar as mentes e os corações. Para fazer isso, precisamos de entender os outros, conhecer o território de onde vêm, ouvi-los, e saber o que os atrai e o que os afasta.

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Tu não és a tua audiência

Em muitas das minhas escrituras, publicações e memes sugiro que “tratemos com ligeireza” quando abordamos outrem sobre direitos de animais, tornarmo-nos veganos, etc. Não lhes devíamos sobrepor informação mas sim percebermos o que lhes interessa. Muitos dizem perceber isso mas frequentemente (tal como no outro dia) recebo reações tais como: “ “Então temos que lhes oferecer rebuçados e massagens de forma a que eles oiçam a razão? Merda, continuarei a dizer-lhes o que eles precisam de ouvir mesmo que insistam em fechar os ouvidos” É irónico que esta pessoa escreva “o que eles precisam de ouvir”,

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Estás a pensar perturbar quem come carne num restaurante? Lê isto primeiro.

Direct Action Everywhere (DxE) são os activistas dos direitos dos animais por trás das perturbações em restaurantes que servem carne. A manifestação no Rare Steakhouse em Melbourne, Austrália, no dia 30 de Janeiro de 2018, certamente ganhou destaque nos órgãos de comunicação. Dezenas de manifestantes entraram no restaurante, cantando com megafones e segurando cartazes com fotos de animais em sofrimento. Alguns veganos aplaudem estas tácticas e participam nelas, outros acham que são constrangedoras. Aqui estão alguns pensamentos sobre isso.

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Azeite, Saúde e Activismo

Dez mil milhões de animais (terrestres) vivem e morrem nas mais horríveis condições que se possam imaginar nos Estados Unidos todos os anos. Portanto, os nossos esforços devem obviamente focar-se em convencer as pessoas a consumirem menos…azeite? Parece que ultimamente me deparo com uma quantidade excessiva de comentários anti-azeite de veganos na internet. As pessoas não implicam com o óleo de açafrão ou com o óleo de milho provavelmente porque ninguém anda por aí a recomendar o seu consumo. Mas devido ao facto de alguns especialistas da área da saúde terem tido o atrevimento de insinuar que o azeite (um alimento refinado! uma gordura!) pode fazer parte das dietas saudáveis, este recebe a maior parte do criticismo daqueles que vêem todos os óleos com desconfiança.

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Não há necessidade de os veganos deixarem as gorduras, o glúten, a soja e os alimentos cozinhados

Quando eu peço uma refeição vegana num avião, esta vem invariavelmente com um molho para salada magro. Isto aborrece-me tremendamente. Não só porque, na minha humilde opinião, o molho para salada magro é basicamente intragável, mas porque de certo modo, as dietas veganas tornaram-se sinónimo de alimentação com baixo teor de gordura. Isto não é bom para os veganos ou para os animais que nós queremos ajudar. Tendo em conta o facto de a alimentação vegana estar consideravelmente fora da corrente dominante e que é muito diferente da maneira de comer da maior parte dos americanos, não é surpreendente que muitas pessoas a vejam como difícil e restritiva. (A maior parte das pessoas vê qualquer mudança alimentar como difícil e restritiva.) Fazer com que as dietas veganas sejam o mais acessíveis possível é uma parte importante do activismo.

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«SPEAKING TRUTH TO POWER» (DIZER A VERDADE AO PODER)

Como veganos, o nosso objectivo não é simplesmente levar as pessoas a deixar de comer animais; nós queremos provocar uma mudança revolucionária na consciência social para transformar uma cultura de violência e opressão numa de não-violência e libertação. O nosso objectivo é catalisar uma revolução para mudar o curso da História.

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Veganos: o clube mais pequeno do mundo?

Às vezes, quando ouço ou leio alguns veganos, parece que é como se eles quisessem que o clube dos veganos seja o clube mais pequeno e mais restrito do mundo. Imagino que o que se segue pudesse ser uma possível história do veganismo.

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Humilhar Veganos Prejudica os Animais

Este é um artigo da escritora convidada Drª Melanie Joy, uma psicóloga licenciada em Harvard, autora do livro “Why We Love Dogs, Eat Pigs, and Wear Cows: An Introduction to Carnism” [Porque Amamos Cães, Comemos Porcos e nos Vestimos com Vacas: Uma Introdução ao Carnismo.]” Neste artigo, ela fala daquilo que considera ser um problema principal no nosso movimento: a humilhação de veganos por outros veganos. Este é um texto longo, por isso, sentem-se confortavelmente e demorem o tempo que for necessário para digerir os diversos pontos importantes que ela apresenta.

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