Artigos

A Unilever, Mcdonald’s e KFC não são o inimigo

Porque razão é importante trabalhar com as grande empresas… Artigo de opinião – Matthew Glover – Co-Fundador do Veganuary Algumas pessoas no nosso movimento escolhem boicotar e fazer campanha contra grandes companhias que neste momento exploram animais. Estes activistas têm preocupações com: a ética destas companhias; o tipo de comidas que produzem (tais como processadas, em vez de WFPB (baseada em vegetais integrais não processados); como são produzidas; e como são embaladas. Eu simpatizo com estas opiniões e partilho a dor, raiva, e frustração em relação à forma como este mundo trata os animais. Mas para atingir a libertação animal acredito que precisamos de trabalhar dentro do sistema actual, e não estar a sempre a tentar lutar contra ele.

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Opinião: Veganos, temos que acabar com esta m*rda de ser 100% perfeito

É mesmo possivel ser um vegano perfeito? E pode a perfeição ser inimiga do bem? Eu não tinha ouvido falar da Kalel antes de tudo isto, e eu só vi dois dos seus vídeos. Mas pelo que vi, estou impressionado. Outros veganos (mais veganos) não mediram as suas palavras: a Kalel não sabe o que é o veganismo. Ela não se pode chamar de vegana, ela nunca foi uma. Ela mentiu-nos ao dizer que era vegana. Ela não se importa com os animais, apenas quer o rótulo. Ela só quer saber de si mesma e quer atenção. Ela é mimada. E assim por diante. Kalel admite comer doces não-veganos e pipoca de cinema de vez em quando. E ela usa um perfume, um item de maquilhagem e uma gilete que não são veganos (ela está à procura de alternativas para tudo isto).

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Cuidado com o dogma vegano

Supõe que te pedia para escreveres um perfil para um site de namoros. E supões que te dizia que só podias usar uma palavra para descrever o que desejas num(a) companheiro(a). Que qualidade procurarias antes de mais? A minha seria: uma mente aberta. É a qualidade que garante que podemos falar e ter boas conversas, aconteça o que acontecer. É a qualidade que ajuda a garantir a empatia, porque estamos abertos a ouvir e considerar todo o tipo de coisas. É a qualidade que garante, em suma, o desenvolvimento. O oposto de ter uma mente aberta, é ser dogmático. Ser dogmático é basicamente a atitude de não questionar as coisas. Uma pessoa não é necessariamente dogmática em todos os tópicos imagináveis, mas pode certamente ser dogmática sobre certos tópicos.

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Prevenir Ex-Veganos - Parte 4: Porque sentirmo-nos “normais” importa

Esta é a minha 4 e (por agora) última publicação sobre as tácticas para prevenir ex-veganos. As minhas ideias sobre este tópico derivam de vários tipos diferentes de evidência – incluindo investigação com veganos e vegetarianos, assim como investigação sobre comportamentos alimentares em geral.

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Prevenir Ex-Veganos - Parte 3: Porque a Nutrição e o Nutricionismo Importam

É importante consumir alimentos saudáveis e integrais – tal como é importante prestar atenção aos nutrientes individuais. No entanto, ultimamente, tornou-se impopular dizer isso. É aquilo a que activistas alimentares como Michael Pollan se referem como "nutricionismo". Isto é, ele e outros dizem que nos devemos deixar de preocupar tanto em relação aos nutrientes e em vez disso simplesmente consumir comida (ou comida "a sério", como eles se referem a isso). Tal como o nutricionista-celebridade Dr. David Katz diz: "Se você consumir alimentos integrais, os nutrientes tratam de si próprios."

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Prevenir Ex-Veganos - Parte 2: O Poder da Ética

Ajudar as pessoas a tornarem-se veganas é óptimo. Mas não tem muito significado se não as podermos ajudar a manterem-se veganas. Na semana passada escrevi sobre como sobrevalorizar os benefíciosda dieta vegana pode dar origem a ex-veganos. Uma das razões pelas quais as pessoas desistem das dietas veganas é que elas perdem a fé nos seus benefícios. Isto é mais provável acontecer se as afirmações forem inverosímeis. Também corremos o risco de perder veganos (e vegetarianos) quando omitimos os debates sobre ética. Embora a saúde possa motivar muitas pessoas a tornarem-se veganas ou vegetarianas, a ética parece ser mais "fixante".

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Prevenir Ex-Veganos - Parte 1: Adoptar o Veganismo vai-me fazer ter o aspecto da Christie Brinkley?

A Christie Binkley fez 61 anos este ano e tem um óptimo aspecto. Um aspecto incrível, na verdade. Como é que ela o consegue? De acordo com alguns blogues veganos e publicações no Facebook, ela dá o mérito à sua dieta vegana. Tem graça, porque eu tenho por volta da mesma idade que a Christie e sou vegana há uns 25 anos. E, apesar da minha dieta, a idade não tem sido tão generosa para comigo como tem sido para a Christie. O porquê não é um grande mistério. E não tem nada a ver com a forma como nós nos alimentamos.

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Sobre a comparação entre os direitos dos animais e outras questões de justiça social

De uma forma geral, acho que devemos ter cuidado ao estabelecer paralelismos entre a causa animal e outras lutas sociais (humanas). Não percamos de vista as diferenças relevantes. Ao perdê-las de vista podemos ficar cegos e pensar que se pode aplicar exactamente as mesmas tácticas ou estilo de comunicação, quando outras, melhores, poderiam ser usadas.

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O que o veganismo pode aprender com o “sem glúten”

O movimento vegano pode aprender algo do “movimento” sem glúten (gluten-free) (que obviamente não é um movimento, mas falta a palavra correcta). Percebi isto quando li uma publicação de uma mulher no Facebook. Ela escrevia que o sem glúten era uma questão de vida ou de morte para ela (pois sofria de doença celíaca e podia ter graves consequências apenas com uma grama de glúten), enquanto que há um conjunto de pessoas que “finge” precisar de uma alimentação sem glúten. Isto torna difícil para ela explicar, por exemplo, a empregados de restaurantes, que necessita que eles levem a sério o seu pedido especial (talvez porque a última pessoa “sem glúten” que apareceu não se importou com um bocadinho disto ou daquilo no prato – soa familiar?). Ela escreveu que, no entanto, é graças a esses falsos intolerantes ao glúten que pode agora escolher de entre uma variedade de produtos alimentares, quer em lojas, quer em restaurantes – produtos que há um par de anos simplesmente não existiam.

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Como é ser um omnívoro? (sobre os aplausos à tendência auto-confirmatória)

Nós acreditamos que sendo veganos, estamos a fazer uma coisa boa. Gostaríamos que os outros fizessem a mesma coisa boa. Mas não podemos forçar os outros a imitarem-nos. Nesta altura, não há forma de tornar ilegal o consumo de artigos de origem animal, e mesmo que o presidente ou ditador de algum país abolisse o consumo de animais, o tempo ainda não é próprio para isso e em breve essa lei seria revertida. Portanto uma das coisas que precisamos de fazer (para além de criar alternativas!) é mudar as mentes e os corações. Para fazer isso, precisamos de entender os outros, conhecer o território de onde vêm, ouvi-los, e saber o que os atrai e o que os afasta.

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